Ora bolas para isto tudo!

Estou tão cansada, mas tão cansada de responder a anúncios, mandar currículos, enviar candidaturas espontâneas que caem em saco roto, fazer cartas de apresentação, atrás de cartas de apresentação, manifestos e de explicar, de 1001 maneiras diferentes, quais são as minhas motivações para o trabalho X, Y e Z!

Sinto-me ridícula, frustrada e sozinha!!!

Mas o que mais me entristece, é não receber qualquer resposta. Faz-me sentir pequenina e insignificante. Parece que estou a contactar com o “nada”, literalmente a falar para a parede!

Os senhores e as senhoras que recebem os nossos e-mails, cartas e o diabo a 4, podiam, pelo menos, ter um bocadinho pequenino de consideração por nós, desempregados com muita, mas muita vontade de trabalhar, e dar-nos um qualquer sinal de vida.

Sei lá, um “obrigado”, um “não estamos a contratar”, em “desculpe lá, mas o seu CV não presta para nada”,… Qualquer coisa, bolas!

Já é suficientemente triste não existir no mercado de trabalho. Já é suficientemente degradante depender dos pais. Já é suficientemente doloroso pensar que sou inútil e não sirvo para nada!

Estudei 17 anos seguidinhos, fiz formações e cursos. Agora, vou aventurar-me num Mestrado. Aposto na minha formação, tive a maior escola de todas na Agência onde trabalhei 3 anos, e não paro!

Não estagnei, não me deixei abater e não desisti… até agora. Estou a perder a esperança e já nada me parece tão certo como há uns meses atrás.

É certo que fui eu que me despedi (estava em causa a minha sanidade mental, que escolhi manter), mas isso quer dizer que não tenho direito a um novo emprego? A um trabalho?

Bolas, se soubessem a vontade que tenho de trabalhar, já me tinham vindo buscar a casa!

Desemprego

PS – É melhor esclarecer que não sou melhor do que ninguém só por ter estudado até à morte. Não sou melhor do que ninguém, ponto final. Mas sei o que valho, tenho perfeita noção das minhas capacidades e orgulho-me bastante do meu currículo. O muito que fiz, já ninguém me tira!

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4 thoughts on “Ora bolas para isto tudo!

  1. Li ontem este comentário no meio de um dos dias mais complicados da minha vida profissional no ultimo meio ano!
    Como já falamos aqui por alto, somos da mesma área, temos mais ou menos a mesma idade e este ano também larguei um “emprego de sonho” na área porque estava a ficar sem saúde, sem defesas, sem sanidade mental e com um gravissimo problema de saúde familiar para tratar, em casa.
    Bati com a porta, desesperei e 20 dias depois entrei para o antro onde estou agora, enganada pela minha chefe que me “ofereceu” uma função na nossa área e depois me pôs aqui, há 6 meses, a telefonista, logista e agenda pessoal dela.
    Ontem, tudo chegou a um novo limite onde me tentou tirar direitos, me tentou amedrontar e diminuir ao telefone, apenas porque pedi um horário de almoço concreto.

    Sim, também já tentei entrar num mestrado e não consegui.
    Não antevejo dinheiro para prosseguir os 17 anos de estudos, sempre a ser das melhores, com optimas recomendações, esforço, esforço, esforço.
    Sim, sinto-me a perder a fé na nossa área.
    Sim, pergunto-me todos os dias, para quê?
    E seguem os Cvs e as cartas e a tentativa de ser original….
    As ideias a irem-se, com a auto-estima…

    Só consigo pensar (para além dos chorrilhos de asneiras para os badamecos dos anúncios) colegas da profissão Unite!

    Beijinho grande,

    • Ui… situação complicada Izzie 😦
      Isto anda tudo de pernas para o ar… Outro caso: empregadores a aproveitarem-se do nosso desespero e a proporem estágios não remunerados, atrás de estágios não remunerados. No meu caso, como não moro em Lx, teria mesmo que pagar para poder trabalhar!
      Quanto à tua situação, é inadmissível. As funções têm que ficar bem estipuladas logo de início (e “limadas”, se houver necessidade), mas sem nunca chegar a esse ponto. Tantos anos a lutar pelos direitos dos trabalhadores e ainda há casos destes… que miséria 😦
      Coragem, menina. Não desistas de mandar CVs (eu sei que é difícillllllll) e tenta sair daí o mais depressa possível.
      Não te digo para saíres já, porque acredito que precises mesmo desse emprego. Mas não desistas, tá? E não desistas também dos estudos. Tenta formações (web marketing está a dar!), cursos,…
      Eu ainda não desisti da nossa área. Ainda tenho uma réstia de fé e esperança que tudo se vá compor.
      PS- Espero que o problema de saúde familiar se tenha resolvido, pelo melhor.

      Beijinho grande!

      • Exacto.
        Eu também não sou de Lisboa, ando, há 4 anos, desde que acabei o curso a tentar ir para lá, mas os entrevistadores parece que gostam de brincar…. chamam à entrevista perguntam com cara de gozo “e vai sair da sua cidade?” e depois mando-nos para casa.
        No meu caso ficou tudo estipulado na entrevista de emprego, o contrato é que já trazia alterações e o dia-a-dia tem trazido ainda mais…
        Mando CVs todos os dias, luto para sair daqui, senão volto a dar em doida (saí do tacho para entrar na frigideira!)… e sim, tenho tirado formações na área do Marketing, Redes Sociais e tal, mas para as boas e grandes como Mestrados e PGs não consigo entrar… é um desanimo pessoal… eu que dei tudo pela minha vida profissional!

        Quanto ao problema de saúde… parece ter resolvido voltar, mas estamos todos a rezar para que seja “só” um susto.

        Beijinho,

      • Vamos respirar fundo e acreditar que as coisas se vão compor, sim?
        Ah, e de certeza que é só um susto, daqueles que passam num instante!
        Beijoca!

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