Ai o Mestrado, o Mestrado…

Depois de duas semanas de aulas, já posso fazer um balanço. Bem, na prática, foram só três dias, já que houve o feriado e uns diazitos de descanso pelo meio. Mas o que importa, é que já sinto o espírito, já estou totalmente na pele de uma Mestranda.

Primeiras impressões: gosto, gosto, gosto! Da Faculdade, dos Professores, dos colegas e das cadeiras.

A Instituição é um pouco arcaica, nada do que estava habituada e muito diferente do Instituto onde fiz a Licenciatura, que era novinho. Ar condicionado, nem vê-lo; o bar é minúsculo e as cadeiras (as de 4 pernas) devem ser mais velhas do que eu. Mas a localização do edifício supera tudo! Tenho Lisboa aos meus pés. À noite, é qualquer coisa do outro mundo…

Os Professores, pelo menos por enquanto, são todos super acessíveis e têm currículos invejáveis. Desconcertantes qb, impactantes o suficiente. Até já tenho uma “Professora de estimação”; entenda-se, uma Professora que mexeu comigo (espero que seja a orientadora da minha Tese, nem que tenha que me virar do avesso!).

Quanto aos colegas, tudo pessoal porreiro. Portugueses, brasileiros, equatorianos (que me lembre), empregados, desempregados… há de tudo.

As disciplinas são actuais, com temas pertinentes e foram o motivo da escolha deste Mestrado. Era, no mínimo, chato se acabassem por me desiludir, o que não é o caso. E, como é óbvio, tive a possibilidade de trilhar o meu próprio caminho, já que escolhi, de entre um conjunto de optativas, as que mais me interessam.

Depois das primeiras impressões, os factos. Ou melhor, os trabalhos… três dias de aulas e três trabalhos. Se continuar a este ritmo, oh meu Deus, vou ficar sem unhas de tanto teclar! E as bibliografias? Bem… listas e mais listas de livros, monografias, artigos e sei lá mais o quê!

Isto de não estar minimamente habituada a Bolonha ainda me vai dar umas dores de cabeça valentes. Já estou a imaginar os dias, as semanas enfiada nas Bibliotecas da capital, rodeada de livros e papéis e papéis e livros!

Agora, vou só ali num instante despedir-me da wikipédia e dar as boas-vindas à B-On.

Medo!!!!

Livros

Fui finalmente à Praia da Areia Branca. A minha praia!

Passei uma bela manhã na Praia da Areia Branca, que fica bem pertinho da minha casa: algures entre Torres Vedras e Peniche.

Como moro “de Lisboa para cima”, a água é um tormento de frescura. Traduzindo, é fria como o raio!

Mas a Praia da Areia Branca tem um “je ne sais quoi”. Já apanhei uns sustos naquele mar (um lembro-me bem, o outro nem por isso), mas o rio pertinho e aquele imenso areal cativam-me.

Para quem não conhece, a Praia da Areia Branca fica relativamente perto de Lisboa, a minha cidade de eleição. Tem um belo parque de campismo (quer dizer, não tem… mas isso também não interessa nada), uns bares todos janotas e areia a perder de vista. 

Ah, já agora, não, não levei a sacola do pic-nic, nem o frango assado, nem tão pouco os croquetes e os rissóis! A Praia da Areia Branca não merece 🙂

Praia da Areia Branca

Hoje foi só minha!

Porquê o País dos Cinzentões?

  • Cinzentões porque este cantinho (que eu tanto adoro) anda deprimido demais… são as crises económicas, os monstros do FMI e os papões dos políticos que não nos deixam respirar.

 

  • Cinzentões porque, apesar de estar um solinho bom, o São Pedro anda distraído e, daqui a uns dias, lá vem chuva!

 

  • Cinzentões porque, apesar de me dizerem que vivo num Mundo cor-de-rosa, a minha vida está cinzenta.

 

  •  Cinzentões porque, a maior parte dos portugueses, “vão andando”, “menos mal”, “como Deus quer”. Cinzentões, portanto!

 

  • Cinzentões porque gosto da luz de Lisboa no Invenrno.

 

  • Cinzentões porque sim. Porque quero!

 

Ceja bem vindo e esprimente a linguiça