Média do 1º Semestre

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E não é que 3 meses depois…

… Estou de volta?! Ieiiiiiiiiiiiiiiiii…

Sosseguem os mais preocupados, descansem os mais inquietos. Não me aconteceu nada de mal, apenas uma falta de tempo tremenda e uns picos depressivos pelo meio.

Não, ainda não estou a trabalhar (e daí a queda para a “depressãonite” aguda), mas o Mestrado dá-me cabo da cabeça e do tempo que tinha de sobra! Trabalhos atrás de trabalhos, aulas que não têm fim, idas e vindas de Lisboa, horas e horas passadas no popó e nos belos autocarros da Carris.

Ufa… e agora juntem a doença da minha mãe, o desemprego e mais uns quantos problemas cabeludos pelo meio. Não há mente sã que resista!!!

Mas como eu sou teimosa como o raio, já ando de sorriso nos lábios (se bem que ainda um pouco amarelo) e cheia de força para aguentar mais uns tempinhos. O que vale é que, no meio disto tudo, tão depressa caio como me levanto! Já são muitos anos de experiência e a certeza que “virar” cinzentona não me ajuda em nada. Absolutamente nada!

Por isso, toca de levantar a cabecinha linda, adornada com um belo sorrisinho metálico meio amarelado, e seguir em frente. Tenho mais 20 mil trabalhos? Venham eles! E pelo meio ainda há uns quantos testes? Óptimo! Envio currículos atrás de currículos e ninguém me responde? Pelo menos sei que lhes entupo os e-mails! É uma merda sentir-me inútil? É, mas que se lixe!

E é com este espírito que se vai avançando… Devagar, bem devagarinho, género caracol molenga, mas ficar parado no mesmo sítio a remoer e a dizer mal (muito mallllll) da vida não resolve absolutamente nada. E quem fica a ganhar são os laboratórios do Prozac e do Xanax e outros que tais. E eu não estou para isso!

Pessoal, i’m back! Bela e formosa como uma formiga airosa!

 

Formiga Feliz

Bolas, o que me custou procurar esta imagem...

 

 

Ai o Mestrado, o Mestrado…

Depois de duas semanas de aulas, já posso fazer um balanço. Bem, na prática, foram só três dias, já que houve o feriado e uns diazitos de descanso pelo meio. Mas o que importa, é que já sinto o espírito, já estou totalmente na pele de uma Mestranda.

Primeiras impressões: gosto, gosto, gosto! Da Faculdade, dos Professores, dos colegas e das cadeiras.

A Instituição é um pouco arcaica, nada do que estava habituada e muito diferente do Instituto onde fiz a Licenciatura, que era novinho. Ar condicionado, nem vê-lo; o bar é minúsculo e as cadeiras (as de 4 pernas) devem ser mais velhas do que eu. Mas a localização do edifício supera tudo! Tenho Lisboa aos meus pés. À noite, é qualquer coisa do outro mundo…

Os Professores, pelo menos por enquanto, são todos super acessíveis e têm currículos invejáveis. Desconcertantes qb, impactantes o suficiente. Até já tenho uma “Professora de estimação”; entenda-se, uma Professora que mexeu comigo (espero que seja a orientadora da minha Tese, nem que tenha que me virar do avesso!).

Quanto aos colegas, tudo pessoal porreiro. Portugueses, brasileiros, equatorianos (que me lembre), empregados, desempregados… há de tudo.

As disciplinas são actuais, com temas pertinentes e foram o motivo da escolha deste Mestrado. Era, no mínimo, chato se acabassem por me desiludir, o que não é o caso. E, como é óbvio, tive a possibilidade de trilhar o meu próprio caminho, já que escolhi, de entre um conjunto de optativas, as que mais me interessam.

Depois das primeiras impressões, os factos. Ou melhor, os trabalhos… três dias de aulas e três trabalhos. Se continuar a este ritmo, oh meu Deus, vou ficar sem unhas de tanto teclar! E as bibliografias? Bem… listas e mais listas de livros, monografias, artigos e sei lá mais o quê!

Isto de não estar minimamente habituada a Bolonha ainda me vai dar umas dores de cabeça valentes. Já estou a imaginar os dias, as semanas enfiada nas Bibliotecas da capital, rodeada de livros e papéis e papéis e livros!

Agora, vou só ali num instante despedir-me da wikipédia e dar as boas-vindas à B-On.

Medo!!!!

Livros

Ora bolas para isto tudo!

Estou tão cansada, mas tão cansada de responder a anúncios, mandar currículos, enviar candidaturas espontâneas que caem em saco roto, fazer cartas de apresentação, atrás de cartas de apresentação, manifestos e de explicar, de 1001 maneiras diferentes, quais são as minhas motivações para o trabalho X, Y e Z!

Sinto-me ridícula, frustrada e sozinha!!!

Mas o que mais me entristece, é não receber qualquer resposta. Faz-me sentir pequenina e insignificante. Parece que estou a contactar com o “nada”, literalmente a falar para a parede!

Os senhores e as senhoras que recebem os nossos e-mails, cartas e o diabo a 4, podiam, pelo menos, ter um bocadinho pequenino de consideração por nós, desempregados com muita, mas muita vontade de trabalhar, e dar-nos um qualquer sinal de vida.

Sei lá, um “obrigado”, um “não estamos a contratar”, em “desculpe lá, mas o seu CV não presta para nada”,… Qualquer coisa, bolas!

Já é suficientemente triste não existir no mercado de trabalho. Já é suficientemente degradante depender dos pais. Já é suficientemente doloroso pensar que sou inútil e não sirvo para nada!

Estudei 17 anos seguidinhos, fiz formações e cursos. Agora, vou aventurar-me num Mestrado. Aposto na minha formação, tive a maior escola de todas na Agência onde trabalhei 3 anos, e não paro!

Não estagnei, não me deixei abater e não desisti… até agora. Estou a perder a esperança e já nada me parece tão certo como há uns meses atrás.

É certo que fui eu que me despedi (estava em causa a minha sanidade mental, que escolhi manter), mas isso quer dizer que não tenho direito a um novo emprego? A um trabalho?

Bolas, se soubessem a vontade que tenho de trabalhar, já me tinham vindo buscar a casa!

Desemprego

PS – É melhor esclarecer que não sou melhor do que ninguém só por ter estudado até à morte. Não sou melhor do que ninguém, ponto final. Mas sei o que valho, tenho perfeita noção das minhas capacidades e orgulho-me bastante do meu currículo. O muito que fiz, já ninguém me tira!