Noite dos Óscares… a minha primeira vez

Ah pois é! Por incrível que pareça, hoje é a minha primeira noite de maratona dos Óscares. Já estou em modo “live from the Red Carpet”, powered by E! e estou a divertir-me imenso com os modelitos que por lá aparecem e com os comentários dos experts na matéria.

E como vivemos na era do tudo-acontece-ao-mesmo-tempo-em-todo-o-lado, também vou dando uma olhadela ao Facebook da Pipoca Mais Doce, onde se comentam os trapinhos das senhoras actrizes.

Não sou muito dada ao cinema, é um facto. O último filme que me dei ao trabalho de ir ver a uma sala foi o Avatar, vejam lá! Sim, foi prái há dois anos ou três e, desde então, mais nenhum me atraiu o suficiente para me fazer gastar os meus preciosos e parcos tostões.

Tenho uma filosofia muito prática e eficaz e que, na minha cabeça, faz imenso sentido. Porque carga de água é que vou gastar dinheiro para ver um filme que, dois ou três meses depois, posso ver no conforto do lar (cortesia do Zon Videoclube ou qualquer coisa do género)?

Sim, este é um pensamento típico de quem não aprecia toda a mística das salas de cinema e os rituais à volta do acontecimento… Mas paciência, é um defeito de fabrico que não consigo alterar.

(Pausa para coçar as frieiras que me transformaram três dedos da mão direita em perfeitos troncos de madeira!).

Voltando à Red Carpet, já vi alguns vestidos giritos, outros vestidos lindos de morrer e ainda outros sem piléria nenhuma… E isto só prova uma coisa: os gostos são particulares, não se devem discutir e é preciso ter algum cuidado na forma como se critica. Não somos obrigados a gostar do mesmo, como é óbvio, e há muitooooooooooooo tempo que vivemos num mundo “plenamente” livre, em que cada qual usa o que gosta e acha que lhe fica bem. O resultado, por vezes, não é o melhor… Mas viva a liberdade de escolha, de estilo e de ser!!!

Bem, e agora vou prestar atenção aos senhores da televisão. Talvez volte cá daqui a um bocadinho.

Óscares

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Pérolas à solta

  • “A minha mãe deu-me porradinha” (um qualquer habitante da Casa dos Segredos 2)
  • “Eu não desço baixo” (Sónia, Casa dos Segredos 2)
  • “Vens aqui raspar-me um calo” (Fanny, Casa dos Segredos 2)
  • “Estou a tirar-te peles” (Fanny, Casa dos Segredos 2)

Ps – Como devem ter reparado, a minha inspiração é só uma. A Casa com mais habitantes sui generis (para não chamar outra coisa) por m2!

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Anne Moller – A Marta Leite Castro está completamente plástica e fútil, até mete dó. Ninguém reparou?

 

Marta Leite Castro

 

Continente – O senhor irrita-me tanto! E esta nova técnica de falar sempre com um sorriso nos lábios, é completamente contraproducente!

 

Yoggi e Nutrisse – Iogurtes e coloração para o cabelo com a mesma música de fundo não resulta (Martin Solveig Feat Dragonette, Hello).

 

Intimissimi – Resulta, se o público-alvo for masculino. É?

 

Intimissimi

SIC e TVI – Todos aqueles do género “Quantas mais vezes ligar, mais hipóteses tem de ganhar.” Que irritação!!

Aonde é que a TVI foi desencantar tamanhas pérolas da portucalidade e arredores?

Bolas, mas os castings foram feitos em ginásios e em bares de alterne?

Sim, hoje estou do contra e só me apetece dizer mal mas, neste caso, acho que não me podem acusar de ser mazinha, pois não?

Estou a falar do regresso da “Casa dos Segredos” (ou Casa dos Horrores, como eu tão carinhosamente chamava à 1ª edição deste reallity show do secretismo nacional).

Admito que seguia, com alguma regularidade, as histórias da 1ª Casa. As intrigas, os grupinhos, as amizades fantásticas que, de um momento para o outro, se transformavam em ódios de morte, o diz-que-disse, a sôdona Júlia e o Pedrito amestrado…

Sou humana e, enquanto dava conta das tristes figuras dos outros, esquecia as minhas!

Mas agora, não sei se me apetece (corrijo: não sei se tenho estômago) para seguir o programa. As figurinhas mal-amanhadas que escolheram para dar vida à Casa dos Horrores 2 causam-me uma certa comichão intelectual e, enquanto não mostrarem um palminho de testa, não me convencem… Esta é a primeira impressão.

Casa dos Segredos

PS – A sôdona Teresa faz-me lembrar os primórdios do Big Brother. Não que tenha saudades (Zé Maria, galinhas, cabeça amarela, pontapés, murros e afins), mas porque  a minha vidinha, nessa altura, era cá uma agitação!!!

Mas alguém consegue ver isto?

Um dia destes à noite, dei por mim a olhar para a TV de boca aberta e olhos esbugalhados, prestes a saltarem das órbitas. E porquê, perguntam vocês?

Porque parei na MTV e estava a dar aquele programa altamente educativo e deveras interessante: Jersey Shore!

Rapazes broncos, burros e acabados de sair de um qualquer ginásio manhoso e raparigas broncas, burras e acabadas de sair de uma qualquer esquina manhosa!

Fico verdadeiramente assustada e cheia de calafrios só de pensar que existem, por aí algures, alminhas capazes de ver, vá lá, 10 minutos seguidos deste programa/ série/ reallity show/ documentário sobre vida animal.

Não consegui ver um episódio inteiro e, por isso, aceito que me digam que estou completamente enganada e que “aquilo” até é giro, que tem história, e tal.

Até admito voltar a dar mais uma olhadela, só para ver se as minhas impressões se confirmam, mas tenho que ter o comando na mão, prontinho a mudar de canal num instante!

E coloca-se a questão de fundo: será que estou a ficar velha? Será que é isto que os putos vêem hoje em dia?

Ai… vou só ali ao espelho contar os meus cabelos brancos e já volto, sim?

 

Jersey Shore